Homem que decapitou namorada e postou no Facebook é condenado a 25 anos de prisão

Homem que decapitou namorada e postou no Facebook é condenado a 25 anos de prisão

Homem que decapitou namorada e postou no Facebook é condenado a 25 anos de prisão
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Foi condenado o homem que decapitou namorada e postou a foto no Facebook, em 2015

O nome dele é José Santos. Em 2015, a namorada Shirley Souza estava grávida de sete meses quando José Ramos dos Santos, de 23 anos na época, tinha a matado covardemente.

Segundo o G1, José Santos levou a cabeça de Shirley Souza até uma delegacia do Centro da capital paulista, onde se entregou.

Na época, o assassino alegou que matou a namorada por causa de traição. Segundo ele, desconfiava que o bebê não fosse dele, então resolveu matá-la.

Porém vizinhos do casal revelaram que essa história de traição era boato.

O assassinato ocorreu numa comunidade carente de Pedreira, Zona Sul de São Paulo.

Na ocasião da confissão, José Santos teria levado a cabeça da namorada numa mochila. Mas antes de ir até a delegacia, José teria publicado uma foto tenebrosa.

Naquele mesmo dia, na sua página pessoal no Facebook, a foto da cabeça de Shirley com a seguinte descrição: “Traição da nisso…mentiras…odeio”.

Na ocasião da morte da namorada adolescente, José teria ido até a casa dela, onde a esganou e asfixiou, antes de cortar a cabeça da menina.

De personalidade agressiva, possessiva e duvidosa, José ainda era fã da série de filmes Jogos Mortais e, na sua conta pessoal do Facebook, a foto de perfil era a do personagem Jigsaw (da mesma série de filmes).

No aplicativo messenger, uma amiga de Shirley entrou em contato com José para saber notícias da amiga, e ele respondeu:

“matei ela agora ela vai mim trai no inferno”.

jose santos mata shirley decapitada messenger 2

Quando interrogado sobre se estava arrependido de ter matado a adolescente, José responde friamente: “Por um lado sim, por outro, não”.

Segundo a Juíza Renata Mahalem da Silva Teles, o delito foi praticado contra mulher, por razões de gênero, no contexto de violência doméstica.

O rime foi enquadrado dentro da lei de feminicídio, criada no mesmo ano do crime. a nova lei passou a estabelecer que assassinato cometido por causa da condição de gênero da vítima é feminicídio. Nesse caso a pena é mais dura para quem o comete esse crime hediondo.

O julgamento do assassino ocorreu em setembro na 1ª Vara do Júri no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste.

Os jurados decidiram pela condenação do réu e a juíza Renata Mahalem da Silva Teles aplicou a pena de 25 anos, cinco meses e dez dias de reclusão em regime fechado.

Agora, basta torcer para que a pena seja devidamente cumprida.

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